segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Texto literário filme de bruna sufistinha


Meia noite

as mulheres suspensas

no ser

no nada

no pó

no palco da vida

no pole dance

no porrete

na porrada
a perna aberta

a saia empinada

a cabeça baixa

lembra de casa

indiferente frente ao medo,

ao prazer

filha da porta pra dentro

puta da porta pra fora

Entrando numa fila

Do claro ao escuro

Um quintal sem muro

Acaba-se a vida

Ego dilacerado

Corpo viciado

Dependência doentia

Vida de agonia

Prazer que mata

Distrai, destrói

Corrompe a alma

Cega o espírito

Assassina o ser

É o começo do fim

O fim que se vive

Ou o fim irá viver?





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